MERCIA LOURINO NHAVOTO

Coordenadora do Centro Recreativo “Okhaviherana”.

Sou esposa e mãe de uma filha. A minha trajetória na Fundação “Sementes de Esperança” começou em Janeiro 2021. Quando a Fundação convidou-me para fazer parte da equipe, me senti muito lisonjeada e muito abençoada porque trabalharia como psicóloga, justo na minha área de formação. Isso deixou-me eufórica. Fui colocada no Centro Recreativo “Okhaviherana”, um lugar cheio de crianças onde a minha psicologia faria sentido e onde, além de trabalhar como psicóloga, sou coordenadora.

Em tudo quanto aprendi na Fundação, destaca-se a educação que é um dos valores mais primordiais que me faz crescer e agir de forma educada e amável. Tenho crescido muito profissionalmente na Fundação e espero continuar a contribuir com o que carrego como experiência.

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Nasci aos 25/05/1992 na Província de Inhambane no distrito de Zavala, sou da tribo Cicope. Vivo em Cabo Delgado, na cidade de Pemba, desde 2008. A minha adolescência foi passada nesta cidade maravilhosa que me acolheu com muito amor. Fiz ensino secundário na Escola Secundária de Pemba e quando estava na 11ª e 12ª classe eu adorava a filosofia; essa disciplina me inspirava muito e tinha vontade de fazer a Faculdade em ensino de Filosofia. Porém, certo dia a caminho da escola, um maluco deu-me uma chapada e fiquei chateada e ele se colocou a rir de mim. Cheguei à escola e contei isso para meu professor de filosofia, mas ele também começou a rir. Eu perguntei porque ele me bateu sem lhe ter feito nada e o professor continuou a rir. Decidi então que iria estudar o comportamento humano e a mente. Já havia escutado na televisão sobre Psicologia, investiguei o que era e cheguei à conclusão de que seria o curso certo a fazer. Queria saber porque aquele perturbado mental me bateu e isso motivou a escolha do curso.

Assim começou a minha vida académica na Universidade Pedagógica de Montepuez com o curso de Psicologia Educacional que foi marcado por muitos desafios, lutas, conquistas, amizades e muita alegria. Portanto, o que me marcou bastante durante a minha formação foram os dias que tive que dormir sem passar nenhuma refeição, porque a mesada que me era dada mensalmente não cabia para minhas necessidades, mas isso não foi motivo para eu desistir, muito pelo contrário me fortaleceu e me fez ter metas na minha formação, que seriam de terminar e graduar por excelência a tempo certo. Tudo isso deve-se a alguém que me inspirou e me incentivou a continuar: a minha tia, irmã da minha mãe, foi uma grande luz para mim e continua sendo até hoje.

A minha trajetória na Fundação “Sementes de Esperança” começou em janeiro 2021. Quando a Fundação me convidou para fazer parte da equipe, me senti muito lisonjeada e muito abençoada porque trabalharia como psicóloga, justo na minha área de formação. Isso deixou-me eufórica. Fui colocada no Centro Recreativo “Okhaviherana”, um lugar cheio de crianças onde a minha psicologia faria sentido, e onde além de trabalhar como psicóloga, sou coordenadora. Para ser psicóloga infantil é preciso ter paciência, paixão, sigilo profissional e muita empatia,

Em tudo quanto aprendi na Fundação, destaca-se a educação que é um dos valores mais primordiais que me faz crescer e agir de forma educada e amável. Tenho crescido muito profissionalmente na Fundação e espero continuar a contribuir com o que carrego como experiência.

Fora da vida profissional, sou uma pessoa que gosta muito de ficar em casa junto da família. Gosto de passar fins de semanas em lugares tranquilos e dentre os meus gostos destaca-se o gosto pela leitura; cativa-me muito o livro da Paulina Chiziane “Baladas de Amor”. Sou esposa e mãe de uma filha.

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